A volta por cima no vôlei

O técnico Luizomar de Moura foi muito importante para a carreira vitoriosa de Adenízia. Se não fosse por ele, a atleta talvez não teria chegado na posição que se encontra hoje no vôlei. Depois de oito temporadas no esporte, aos 18 anos de idade, ela estava passando por momentos difíceis quando já estava treinando com a equipe adulta de José Roberto Guimarães em Osasco e pensou em desistir do vôlei, devido à falta de oportunidades.

Luizomar de Moura, técnico da seleção brasileira juvenil na época, convenceu-a a permanecer. “Meu conselho era para que ela não desistisse e seguisse sonhando e acreditando em seu potencial e que assim que surgisse a chance ela teria que agarrar.” Ele ainda afirmou que Adenízia era uma jogadora com características que os técnicos gostam, por ser voluntariosa, gostar de treinar e mostrar muita raça.

O treinador assumiu o comando da equipe de Osasco e deu uma chance à atleta. “No meu primeiro ano já a coloquei como a terceira central na Superliga e lembro de um jogo, o terceiro da final, na época que ainda era melhor de cinco, em que ela teve uma participação importante na nossa vitória em Niterói. Ela entrou e mostrou toda sua capacidade”, afirmou o técnico. A atleta teve uma ótima atuação e desde então foi conquistando seu espaço no clube e conseguiu uma vaga na seleção brasileira. Luizomar ainda afirmou: “Essa é a Adenízia que todos conhecem e admiram”.

Deste então, Adenízia chegou a sucessivas finais da Superliga, com três títulos, em 2005, 2010 e 2012. Foi campeã Sul-Americana, Pan-Americana e do Mundial de Clubes. Além disso, conquistou vários títulos com a seleção Brasileira, consagrando-se com o Ouro nos Jogos Olímpicos de 2012.

A atleta soma prêmios individuais, entre eles ganhou o Mundial de Clubes de 2011 e a Superliga 2011/2012 como melhor bloqueadora e o Sul-Americano de Clubes de 2012 como melhor atacante.

Por Ana Carolina Gama
Foto: João Pires/Fotojump
Colaboração: Rafael Zito/ZDL

3 de outubro de 2015